Sistema de Inteligência Artificial na Deteção do Cancro do Pulmão

Uma equipa de investigadores da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos da América, deu mais um passo à frente no uso das novas tecnologias para fins oncológicos.

A equipa americana testou um novo sistema de Inteligência Artificial (IA) que ajuda a detetar pequenos tumores de cancro de pulmão que, por sua vez, passam frequentemente despercebidos nas exames convencionais.

Este novo equipamento tem uma precisão de 95% na localização de pequenos tumores em tomografias computadorizadas. Quando detetados por radiologistas, a taxa de sucesso é de apenas 65%.

O grupo de investigadores ensinou um computador a detetar pequenas manchas de cancro do pulmão em exames de tomografia computadorizada, adotando uma abordagem semelhante aos algoritmos de reconhecimento facial do iPhone X.

De acordo com a apresentação realizada na conferência MICCAI 2018, em Espanha, foram introduzidos em software mais de mil exames de tomografia computadorizada, desenvolvidos pelo National Institutes of Health, para ajudar o computador a aprender como procurar os tumores.

“Nós usamos o cérebro como modelo para criar o nosso sistema”, avançou Rodney LaLonde, um dos investigadores da Universidade da Florida Central.

Segundo Ulas Bagci, professor assistente, este novo sistema de IA poderá ter um impacto “muito grande” na luta contra o cancro do pulmão.

“O cancro de pulmão é o principal causador de cancro nos EUA e, se detetado numa fase tardia, a taxa de sobrevivência é de apenas 17%. Ao encontrarmos formas de identificar o tumor mais cedo, podemos ajudar a aumentar as taxas de sobrevivência”, acrescentou.

Recorde-se que 70% dos pacientes com cancro do pulmão, cujo diagnóstico foi realizado atempadamente, mantêm-se vivos um ano depois.

Para Bagci, o próximo passo é conseguir introduzir este sistema de pesquisa numa ala hospitalar. “Depois disso, a tecnologia pode estar a um ano ou dois de distância do mercado”, rematou.