Sistema de GPS Deteta Tumores no Pulmão

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO) estreou, no passado mês de maio, um novo equipamento tecnológico que permite detetar pequenos tumores. Nomeadamente, em zonas que anteriormente eram de difícil acesso e apenas via radiológica ou cirúrgica.

Esta nova técnica, apelidada de “navegação eletromagnética broncoscópica”, funciona como uma espécie de GPS. Permite que, através da introdução de um tubo via nariz ou boca do paciente, se percorra o pulmão em locais na periferia do órgão, na traqueia e nos brônquios.

O procedimento resulta em diagnósticos mais precisos e rápidos, dado que, após introdução da sonda, o material do tumor é imediatamente analisado na sala, pela equipa de Anatomia Patológica.

Para que o resultado seja eficaz, é primeiramente realizada uma tomografia computadorizada (TAC). Segundo José Duro da Costa, diretor do Serviço de Pneumologia do IPO Lisboa, a combinação de ambos os procedimentos permite visualizar a árvore brônquica com maior exatidão.

“É uma nova esperança, que implica imaginação dos profissionais, já que é um sistema que podemos pôr ao serviço de vários procedimentos que podem ser feitos ao doente”, expôs Duro da Costa, em entrevista ao Diário de Notícias.

O médico do IPO reforça que “este procedimento consegue incidir em tumores primitivos do pulmão, mas também em tumores que se difundam até ao pulmão”.

O equipamento, pioneiro em Portugal, custou cerca de 200 mil euros e significa um importante avanço no tratamento do cancro do pulmão, com consequente diminuição dos índices de mortalidade associados.

Um dos principais objetivos desta técnica inovadora é aumentar a capacidade de diagnóstico atempado das lesões de tumor mais pequenas, especialmente em casos de abordagem mais complexa.

Com cerca de quatro mil novos casos diagnosticados por ano em Portugal, a broncoscopia por navegação eletromagnética broncoscópica traduz-se numa nova esperança no tratamento do cancro do pulmão.

 

Fonte Imagem: IPO de Lisboa