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O impacto psicológico da pandemia COVID 19 nos doentes oncológicos

A doença oncológica encontra-se incluída no grupo das enfermidades que ameaçam a integridade.
  • Avatarby Pulmonale
  • Jul 02, 2020

Questões Frequentes Covid 19

O que é a COVID-19?

A COVID-19 (coronavirus disease 2019) é a doença associada à infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 (Severe Respiratory Acute Syndrome – Coronavírus – 2). É atualmente reconhecida como uma pandemia de acordo com o comunicado da Organização Mundial de Saúde a 11 de Março de 2020.

Como se transmite o vírus SARS-CoV-2?

O vírus SARS-CoV-2 transmite-se pessoa a pessoas essencialmente através de partículas de secreções respiratórias de um indivíduo infetado. A transmissão do vírus pode ocorrer de forma direta – ao falar, tossir ou espirrar – ou pode ocorrer de forma indireta, através do contacto via olhos, boca ou nariz, com áreas do corpo (ex: mãos) ou superfícies contaminadas. Apesar do risco de infeção ser maior com indivíduos sintomáticos, a transmissão do vírus SARS-CoV-2 pode ocorrer mesmo em indivíduos sem sintomas. Este facto explica o motivo do isolamento social, evitando assim a transmissão do vírus entre indivíduos, mesmo na ausência de sintomas.

Há alguma vacina contra a COVID-19?

Não há, até à data, nenhuma vacina para a prevenção da COVID-19. As vacinas existentes contra a gripe (vírus influenza) têm a finalidade de proteger o indivíduo contra a gripe sazonal, não tendo efeito protetor na infeção pelo SARS-CoV-2.

Quais são os sintomas associados à COVID-19?

A maioria dos doentes desenvolve sintomas ligeiros, entre 2 a 14 dias após a exposição. Os sintomas mais frequentes incluem tosse, dificuldade em respirar e febre. Muitos doentes apresentam outros sintomas como dor de garganta, corrimento nasal, nariz entupido, alteração do paladar e do olfato, dores nos músculos e dores de cabeça. Podem também surgir queixas digestivas como dor de barriga, diarreia, perda de apetite e vómitos.

A maioria dos doentes desenvolve sintomas ligeiros, entre 2 a 14 dias após a exposição. Os sintomas mais frequentes incluem tosse, dificuldade em respirar e febre. Muitos doentes apresentam outros sintomas como dor de garganta, corrimento nasal, nariz entupido, alteração do paladar e do olfato, dores nos músculos e dores de cabeça. Podem também surgir queixas digestivas como dor de barriga, diarreia, perda de apetite e vómitos.

Como é feito o teste para pesquisa do vírus SARS-CoV-2?

O teste é feito a partir de colheita de secreções através do nariz ou boca, para chegar à zona posterior (faringe).

Qual o tratamento da COVID-19?

Não há tratamento dirigido ao SARS-CoV-2 e a abordagem de doentes com COVID-19 baseia-se no controlo de sintomas e complicações associadas à doença. Estão em curso vários ensaios para a avaliação do benefício na utilização de vários fármacos.

Como selecionar as fontes de informação sobre COVID-19?

Atualmente a preocupação sobre a pandemia COVID-19 é incontornável, mas a publicação e divulgação de informação errada pode conduzir a desinformação da população, instalação do pânico e fomentação de comportamentos desajustados ou até prejudiciais. Opte pela informação científica e recomendações divulgadas pelas autoridades de saúde do país onde reside, bem como pelas principais entidades de saúde, associações científicas e associações de doentes nacionais e internacionais.

Veja algumas referências:

– Direção Geral de Saúde – https://covid19.min-saude.pt/

– Organização Mundial de Saúde – https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019

– Sociedade Portuguesa de Oncologia – https://www.sponcologia.pt/pt/covid-19/

– Grupo de Estudos de Cancro do Pulmão – https://www.gecp.pt/covid-19/

– Sociedade Portuguesa de Pneumologia – https://www.sppneumologia.pt/covid-19/recomendacoes-da-spp

– Liga Portuguesa Contra o Cancro – https://www.ligacontracancro.pt/informacoes-coronavirus-covid-19/

– European Society of Medical Oncology – https://www.esmo.org/covid-19-and-cancer/q-a-on-covid-19

– American Society of Clinical Oncology – https://www.asco.org/asco-coronavirus-information

– Lung Cancer Coalition –

http://www.lungcancercoalition.org/news/187/21/Coronavirus-and-COVID-19.html

– Lung Cancer Europe – https://www.lungcancereurope.eu/2020/03/21/covid-19-corona-virus-and-lung-cancer/

Quem tem maior risco de desenvolver complicações graves associadas à COVID-19?

Apesar da escassez de dados sobre a COVID-19, a informação recolhida até à data sugere como principais fatores de risco:

  • Idade mais avançada (³65 anos)
  • Presença de outras doenças crónicas, especialmente se mal controladas.

Exemplos:

    • Doença cardíaca grave
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Doença pulmonar obstrutiva crónica
    • Asma
    • Doença renal crónica sob programa de hemodiálise
    • Cancro
    • Imunossupressão: tratamento oncológico, transplante de medula óssea, deficiências imunes de outra causa, VIH ou SIDA mal controlada, tratamento prolongado com corticoides, tratamento prolongado com outros fármacos imunossupressores

Qual a relação entre COVID-19 e cancro do pulmão?

Globalmente doentes com cancro são mais suscetíveis a infeção comparativamente com indivíduos sem cancro, devido a um estado de imunossupressão (enfraquecimento das defesas do corpo) relacionado com a doença oncológica e tratamentos anti-tumorais (incluindo quimioterapia, cirurgia, radioterapia).

De acordo com os dados disponíveis, doentes com cancro estão suscetíveis a desenvolver complicações graves da COVID-19. Para além do contexto oncológico em que se inserem, os doentes com cancro do pulmão têm mais algumas particularidades que podem contribuir para este risco aumentado: a idade global dos doentes com cancro do pulmão é mais avançada, sendo também frequente a existência de outras doenças como   doença pulmonar crónica ou doença cardiovascular.

Como é que os doentes com cancro do pulmão se podem proteger?

A melhor arma é a prevenção da infeção. Assim, os doentes com cancro do pulmão devem cumprir medidas que visem reduzir o risco de exposição e infeção pelo vírus:

  • Fique em casa sempre que possível. Deve também reduzir ao mínimo as saídas ao exterior e manter sempre o distanciamento social (1-2 metros).
  • Crie uma “área suja” à entrada de casa, onde possa deixar o calçado e vestuário bem como outros equipamentos ou produtos utilizados ou trazidos do exterior.
  • Cumpra medidas de etiqueta respiratória: tape o nariz e a boca ao espirrar ou tossir com o antebraço ou um lenço de papel, descartando-o para o lixo de seguida e lavando posteriormente as mãos.
  • Lave as mãos frequentemente, especialmente sempre que se assoar, espirrar ou tossir, ou após contacto com outras pessoas ou produtos/equipamentos no exterior. Utilize água e sabão, lavando as mãos por 20 segundos. Em alternativa pode utilizar solução alcoólica (>70%). Evite tocar com as mãos na cara.

Para os doentes com cancro do pulmão deverão ser tomadas precauções adicionais.

  • Se tiver cancro do pulmão e estiver a realizar tratamento ativo que interfira com as defesas do organismo (quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou cirurgia torácica recente), deve utilizar máscara cirúrgica nas deslocações esporádicas fora do domicílio. A utilização de máscara cirúrgica nestas deslocações não exclui o cumprimento do distanciamento social com outros indivíduos.
  • Se tiver tido cancro do pulmão e se encontrar em vigilância após tratamento, deve proceder às normas designadas para a população geral, salvaguardando situações excecionais de outros critérios ou doenças oque possam coexistir (ex: idosos >65 anos, existência de outras imunodeficiências).

Como proceder se tiver cancro do pulmão e apresentar sintomas de infeção por SARS-CoV-2?

Caso apresente sintomas sugestivos de infeção por SARS-CoV-2 deve evitar deslocar-se diretamente ao hospital, em especial a serviços que prestam cuidados a doentes oncológicos. Deve ligar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) onde será avaliada a sua situação, com orientação para validação do caso sempre que indicado.

Deve também informar o seu médico assistente/oncologista especialmente se se encontrar em tratamento ativo para cancro do pulmão. Este poderá ajudá-lo ou orientá-lo no processo de estudo de infeção por SARS-CoV-2 bem como adaptar o seu plano de tratamento em função do resultado.

Deve sempre evitar o contacto com outras pessoas e assegurar-se de que recebe apoio para mantimentos ou outras situações, sempre que necessário.

O contexto da pandemia COVID-19 pode interferir com o meu plano de tratamentos ou seguimento por cancro do pulmão?

No contexto da pandemia COVID-19 tem sido feito um esforço contínuo no sentido de reduzir as idas desnecessárias de doentes ao hospital e, caso estas sejam indispensáveis, que tenham a menor duração possível, no sentido de reduzir o risco de infeção.

Assim, poderá haver adaptações aos procedimentos habituais.

  • Algumas consultas de pessoas que tiveram cancro do pulmão e estão vigilância poderão ser adiadas ou realizadas através de consulta telefónica. A instituição onde é acompanhado informa-lo-á atempadamente.
  • Algumas consultas de doentes com cancro que estejam sob tratamento poderão ser realizadas através de consulta telefónica ou presencial. Os tratamentos em curso poderão, em alguns casos, ser adaptados, alterados ou interrompidos em doentes com doença controlada.

Todas as alterações ao plano de acompanhamento e tratamento devem ser partilhadas entre o médico assistente e o doente, considerando as especificidades de cada caso e o risco/benefício associado às várias opções. Não suspenda o tratamento ou exames sem falar previamente com o seu médico assistente.

  • A dispensa de medicação hospitalar poderá ser feita para intervalos de tempo maiores.

Apesar das alterações implementadas, é sempre importante manter o contacto com a sua equipa assistente caso surja alguma dúvida ou queixa. Quer esteja em tratamento ou em vigilância, sempre que necessário, contacte o seu médico assistente/oncologista. Este articulará consigo a melhor estratégia para avaliação e orientação.

Que cuidados devem existir para os doentes com cancro do pulmão que necessitem de ir ao hospital para realização de consultas, exames ou tratamentos?

Vigie regularmente sinais de infeção por SARS-CoV-2. Se apresentar algum desses sinais, ou tiver tido contacto com pessoas infetadas, contacte o seu médico assistente/oncologista antes de se dirigir ao hospital.

Deve sempre utilizar máscara cirúrgica dentro do hospital, mantendo o distanciamento social com restantes utilizadores e profissionais.

Os circuitos hospitalares para os doentes oncológicos podem ter sido adaptados, no sentido de garantir uma maior proteção contra a infeção deste grupo de doentes mais vulnerável. Informe-se assim que entrar na instituição, de forma a evitar movimentações desnecessárias.

Mesmo que não apresente sintomas de infeção, poderá ser submetido a teste de rastreio de infeção por SARS-CoV-2 antes do início do tratamento, de forma regular durante os tratamentos e antes da admissão para internamento hospitalar.

Como colocar e retirar a máscara?

A utilização incorreta da máscara pode aumentar o risco de infeção, pelo que a sua colocação, utilização e remoção devem ser feitas de forma cuidada.

– Antes de colocar a máscara lave as mãos com água e sabão ou, em alternativa, com uma solução à base de álcool

– Coloque a máscara na posição correta, com a borda moldável para cima e a face colorida para fora

– Segure a máscara pelos elásticos e adapte-os a cada orelha

– Ajuste a máscara cobrindo o nariz (ajustando a borda moldável), boca e queixo, sem tocar na face externa da máscara

– Evite tocar com as mãos na máscara durante a sua utilização. Se o fizer lave de imediato as mãos.

– Antes de retirar a máscara, lave as mãos com água e sabão ou solução à base de álcool;

– Retire a máscara apenas segurando nos elásticos

– Evite tocar com a máscara no rosto e na roupa, descartando-a diretamente para o lixo sem tocar noutras superfícies

– Lave as mãos ou utilize uma solução alcoólica no final

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