EUA registam grande diminuição nas mortes provocadas por cancro

Nos Estados Unidos da América, foi registada a maior descida na taxa de mortalidade causada pelo cancro no período de um ano. Esta mudança deveu-se fundamentalmente à diminuição de mortes por cancro do pulmão, dada a existência de melhores tratamentos assim como um número cada vez mais reduzido de fumadores no país.

Esta conclusão chegou através de um relatório da American Cancer Society, que prevê o número de novos casos de cancro e mortes que vão ocorrer nos Estados Unidos e agrega a informação mais recente relativa à incidência na população.

De acordo com este relatório, houve uma queda de 2,2% nas mortes por cancro entre 2016 e 2017, o 26º ano consecutivo de diminuição da mortalidade causada pelo cancro. Desde 1991, ano do seu pico, que a taxa de falecimentos devido ao cancro do pulmão tem diminuído todos os anos, tendo até 2017 decaído 29%.

Concluiu-se que a incidência do cancro do pulmão nos homens continua a decrescer duas vezes mais rápido que nas mulheres, reflexo das diferenças nos hábitos de consumo de tabaco ao longo do tempo.

Para Rebecca Siegel, a autora do relatório, existe um esforço contínuo das autoridades governamentais americanas em diminuir a taxa de tabagismo no país, através de iniciativas como o aumento do preço do tabaco, programas de educação dos cidadãos acerca dos riscos associados a fumar assim como programas destinados a livrar-se do vício. Em 2018, foi anunciado que a taxa havia caído para 14% (cerca de 34,3 milhões de pessoa), uma descida drasticamente positiva quando comparada com a taxa de 1965 em que 42,4% dos adultos eram fumadores.

Este relatório prevê ainda que em 2020 a taxa de mortalidade causada pelo cancro continuará a decair. Este é um excelente indicador para o futuro e a prova de que a esperança não pode parar de crescer.