COVID-19 e o Cancro

A COVID-19, doença associada ao vírus SARS-CoV-2 (Severe Respiratory Acute Syndrome – Coronavírus – 2), é atualmente reconhecida como uma pandemia de acordo com o comunicado da Organização Mundial de Saúde em Março de 2020.

Tem sido feito um esforço contínuo para minimizar o impacto desta pandemia nos diversos países atingidos. Um pilar essencial neste combate à COVID-19 é a diminuição da transmissão da infeção entre indivíduos. Neste sentido, têm sido amplamente divulgadas medidas de proteção individual.

Os sintomas mais frequentemente associados à CODIV-19 são a febre, tosse seca e dificuldade respiratória. Também podem surgir outras queixas incluindo dores no corpo, falta de forças, obstrução e corrimento nasal, dores de garganta e diarreia. A maioria dos doentes com COVID-19 tem sintomas ligeiros que resolvem espontaneamente, contudo, uma minoria evolui para situações mais graves podendo, em alguns casos, ser fatais.

Estão reconhecidas situações de maior risco de desenvolvimento de doença grave em idosos e indivíduos com outras condições médicas pré-existentes (comorbilidades) nomeadamente com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), asma, insuficiência cardíaca, diabetes, doença hepática crónica, doença renal crónica, neoplasia maligna ativa, ou estados de imunossupressão.

Atendendo ao facto desta pandemia ser recente, a escassez de dados limita um conhecimento mais detalhado sobre a relação entre a COVID-19 e cancro. De uma forma geral entende-se que doentes com cancro são mais suscetíveis à infeção comparativamente com indivíduos sem cancro, por causa do estado de imunossupressão relacionado com a doença oncológica e com alguns tratamentos. Os dados conhecidos da China, sugerem que doentes com cancro têm maior risco de desenvolver doença grave.

Neste sentido, estão a ser desenvolvidos esforços como objetivos diminuir o risco de infeção do doente oncológico associado às rotinas hospitalares e diminuir o impacto desta situação na normal realização dos tratamentos previstos. O seu médico assistente é o elemento ideal para esclarecimento de dúvidas específicas acerca da sua doença oncológica, tratamento e alterações possíveis nos procedimentos e rotinas hospitalares.