Cirurgia

Procedimento:

A cirurgia é uma operação para remoção do tumor. É a base do tratamento da maioria das formas localizadas de cancro.

Pode ser:
cirurgia tipos

  • Segmentectomia – É removida uma pequena parte do pulmão onde o tumor está localizado;
  • Lobectomia – É removido um lobo inteiro (o pulmão direito tem três, o esquerdo tem dois);
  • Pneumectomia – Se é necessário retirar um pulmão inteiro (menos habitual).

A criocirurgia é um tipo de cirurgia que congela e destrói o tecido cancerígeno, podendo ser usada para controlar os sintomas nos estádios mais avançados do cancro do pulmão de não-pequenas células.

Benefícios:

É o tratamento preferencial nos estádios iniciais da doença, quando é provável que todo o tumor possa ser retirado. A escolha quanto ao tipo de cirurgia depende de variáveis como o tamanho, localização e extensão do tumor, bem como o estado geral do/a doente. Alguns tumores não são operáveis, devido ao seu tamanho ou localização, e por outro lado alguns doentes não podem ser operados por razões médicas.

Na cirurgia todo o cancro pode ser removido. Contudo, ao ser feita a análise laboratorial, pode verificar-se que há ainda células malignas na margem da peça que foi removida, o que significa que o cancro provavelmente não foi removido na totalidade, e sendo assim é necessária nova intervenção cirúrgica, mais ampla.

De facto, para além da cirurgia como tratamento inicial, esta pode ser usada noutros momentos durante o tratamento do cancro, como por exemplo:

  • “segundo olhar” – para remover um “resíduo tumoral” que possa persistir após o tratamento;cirurgia pulmao
  • “cirurgia de metástases” – para remover outras lesões;
  • cirurgia de urgência – quando há complicações por efeitos secundários do tratamento;
  • recidivas locais – quando há um reaparecimento de células malignas no local do tumor primário;
  • colocação de cateter venoso;
  • cirurgia reconstrutiva – após a remissão, quando necessária face a sequelas do tratamento;
  • cirurgia paliativa – para diminuir a compressão do tumor sobre um órgão.

Efeitos secundários:

Há naturalmente efeitos semelhantes aos observados noutros tipos de cirurgia, tais como dor, maior sensibilidade na região do corpo sujeita à intervenção, perda de sangue, sensação de cansaço, risco acrescido de infecções, entre outros problemas. São ainda possíveis sequelas consequentes da remoção da parte do pulmão afectada pelo tumor.

Entre os efeitos agudos destacam-se a insuficiência respiratória, o enfarte do miocárdio, o empiema (infecção aguda da cavidade pleural), a fístula broncopleural (comunicação anormal entre um brônquio e a pleura), a arritmia e o derrame pleural.

Após a cirurgia, o ar e os fluidos tendem a acumular-se no peito. Muitas vezes, a pessoa necessita de ajuda para se virar, tossir e respirar profundamente, e isto é importante na recuperação. Depois da cirurgia é comum haver dor ou fraqueza no peito e no braço, bem como falta de ar. Para reconquistar a energia e a força “normais”, podem ser necessárias várias semanas ou meses.

De facto, entre os efeitos crónicos (não agudos) destacam-se a perda da função pulmonar, com uma recuperação gradual nos meses que se seguem à cirurgia, e a dor torácica. São poucos os doentes que referem que a dor interfere na sua vida normal durante muitos meses, e ainda menos os doentes que requerem um tratamento analgésico.

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