China: Descoberta de Proteínas que Inibem o Cancro do Pulmão

Um grupo de investigadores chineses, do Instituto de Zoologia da Academia de Ciências da China, descobriu 21 proteínas que podem inibir, ou estimular, o crescimento de células do cancro do pulmão.

O estudo foi divulgado pela revista internacional Cancer Letters. Segundo a qual, o grupo de investigadores terá testado 1.530 fatores de transcrição (TFs).

Tratam-se de proteínas específicas ligadas à sequência do ADN (ácido desoxirribonucleico), capazes de controlar a expressão genética e decifrar informação no genoma humano. De igual modo, são responsáveis pela transcrição de genes (e futura tradução) e essenciais na comunicação dos genes.

Segundo o estudo, os investigadores descobriram, através de técnicas de triagem genómica, que onze, dos mais de mil fatores de transição testados, eram supressores tumorais.

Contudo, verificaram que, enquanto estes onze impediam o crescimento de células cancerígenas, outros dez TFs tinham a capacidade para desenvolver o cancro e contribuir para o seu aparecimento.

De acordo com um artigo publicado pelo portal de notícias Xinhuanet, um dos 10 fatores  de transição com capacidade para causar o surgimento de células cancerígenas (o IRX5), é frequentemente encontrado em pacientes com cancro do pulmão, cuja principal hipótese de causa esteja associada ao consumo de tabaco.

Ao inibir o crescimento do IRX5, em experiências laboratoriais realizadas em ratos, cientistas terão impedido a propagação das células cancerígenas.

Mundialmente, uma em cada cinco mortes, por cancro, são devidas ao cancro do pulmão. O tabaco mantém-se como a principal causa: 80% a 90% dos casos de cancro do pulmão são consequência do seu consumo, segundo dados da International Agency For Research on Cancer.

Em Portugal, surgem cerca de quatro mil novos casos de cancro todos os anos. E, no que toca aos índices de mortalidade, o cancro do pulmão é o mais mortífero.