O Cancro do Pulmão é o que Mais Mata no Mundo: Conheça as Estatísticas e Como Identificar os Sintomas

O cancro do pulmão é a sexta principal causa de mortalidade em todo o mundo. Em 2016, a Organização Mundial de Saúde registou 1,7 milhões de mortes devidas ao cancro do pulmão, junto com o tumor maligno da traqueia e brônquios.

Segundo o relatório “Programa Nacional para as Doenças Oncológicas” publicado pela Direção-Geral da Saúde em 2017, a taxa de mortalidade padronizada relativa aos cancros da traqueia, brônquios e pulmão foi de 24,9%, em 2015: 42,8% nos homens e 10,7% nas mulheres.

Apesar do cancro do pulmão ainda ser a neoplasia com maior mortalidade em Portugal, este mantém-se entre os países membros da União Europeia com menor incidência de casos de cancro do pulmão.

O carcinoma brônquico, termo clínico para o cancro do pulmão, acontece quando as células que revestem este órgão perdem o mecanismo de se auto renovarem e entram num processo descontrolado, podendo invadir os tecidos dos pulmões.

A GLCC (Global Lung Cancer Coalition) realizou um estudo, em 25 países, para perceber se as pessoas conhecem e estão conscientes dos sintomas do cancro do pulmão. Os resultados revelaram que 4 em cada 10 pessoas, a nível mundial, não conseguem identificar qualquer sintoma do cancro do pulmão.

No que se refere aos portugueses, são capazes de nomear, em média, dois sintomas, sendo os três sintomas mais apontados: falta de ar (43%), tosse (42%) e cansaço (21%).

Os sintomas do cancro do pulmão podem variar de acordo com o tipo e estádio de desenvolvimento. Os mais comuns são os seguintes:

  • Falta de ar, asma ou rouquidão;
  • Dor constante no peito, ombros e costas;
  • Tosse, sobretudo se for persistente e piorar com o tempo;
  • Tosse acompanhada de sangue;
  • Cansaço;
  • Respiração sonora;
  • Perda de peso e apetite;
  • Problemas recorrentes, como pneumonia ou bronquite.

 

Vale a pena notar que ter um ou mais destes sintomas não significa necessariamente que tenha a patologia. Na dúvida, consulte de imediato o seu médico. Recorde a importância do diagnóstico precoce no prognostico da doença.

 

Fonte Imagem: Relatório “Programa Nacional para as Doenças Oncológicas 2017”, Direção-Geral da Saúde