A história de Cristina, uma vencedora do cancro do pulmão

Todos conhecemos alguém que teve cancro e, infelizmente, sabemos de pessoas que pereceram com esta doença. Mas como a esperança não para de crescer existem também casos de sucesso, que alimentam a expectativa de um amanhã melhor para todos que sofrem com esta doença – seja o doente ou os seus familiares e amigos.

Hoje, contamos a história de Cristina Alves, de 52 anos, professora de Desenho e Geometria Descritiva, casada e mãe de três filhos. Não começamos por mencionar que ela teve cancro do pulmão pois isto não é algo que a defina, mas, sim, algo que lhe dá força para viver todos os dias.

Contudo, comecemos pelo princípio: Cristina descobriu que tinha cancro em 2012, durante umas férias em agosto, quando sentiu um nódulo no pescoço enquanto passava creme. Filha de um médico cirurgião, suspeitou que algo não estava bem e, após o regresso das férias, descobriu que tinha um adenocarcinoma pulmonar no estádio III B.

Sentiu-se negativa inicialmente, mas depois mudou a sua atitude e segundo a própria: “Arregacei as mangas e fui à luta”. Duas semanas depois, começou os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, ao mesmo tempo que fazia uma alteração radical na alimentação – cortou todos os açúcares assim como todos os alimentos que se transformam em açúcar quando entram no nosso corpo (massa, arroz, pão branco, etc). Cortou o cabelo e deu a notícia aos seus filhos e pais, louvando também sempre a atitude do marido ao longo de todo o processo.

Por aqui é demonstrada a importância que a família tem para ajudar a superar momentos como este

Mesmo com as sessões de radioterapia e quimioterapia, que a levavam a ter momentos de perda de força, não perdeu a esperança e o pensamento positivo. Sempre que chegava a casa após as sessões, fazia um pão ou um bolo especial, algo que a ajudava a superar os momentos menos bons, além de fazer questão em se arranjar e maquilhar-se sempre.

Como a esperança não para de crescer e a Cristina se agarrou bem a essa ideia, apesar de ter apenas 7% de chances de sobreviver, superou este desafio.

Em 2018 criou uma petição para apresentar a necessidade de uma maior compreensão das entidades laborais no regresso ao trabalho dos pacientes pós-cancro. A petição atingiu umas incríveis 18 mil assinaturas.

 

Artigo escrito com base na história contada neste link!