2018: Um ano de mais esperança para o cancro do pulmão

2018 ficou marcado por uma série de descobertas e acontecimentos positivos no combate ao cancro do pulmão.

Em maio de 2018, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO) estreou uma técnica apelidada de “navegação eletromagnética broncoscópica” que, através da introdução de um tubo, via nariz ou boca do paciente, permite a análise de locais na periferia do pulmão, na traqueia e nos brônquios. O sistema funciona como uma espécie de GPS e resulta em diagnósticos mais precisos e rápidos. Este procedimento inovador visa aumentar a capacidade de diagnóstico atempado, em casos de lesões de tumor mais pequenas e de abordagem mais complexa.

Outro importante marco de 2018 ocorreu ao nível da evolução da imunoterapia, tratamento inovador que recorre ao reforço de mecanismos existentes no corpo humano para combater as células cancerígenas e que, por oposição às limitações da quimioterapia, tem a capacidade de curar o paciente.

Apesar dos resultados positivos, a imunoterapia não pode ser aplicada a todos os pacientes. Segundo a oncologista Marta Soares, coordenadora da Clínica do Pulmão do IPO-Porto, “é necessário haver um bom estado geral” para que o tratamento seja bem-sucedido.

No mês de outubro, um ensaio clínico europeu NELSON permitiu apresentar uma nova ferramenta de rastreio capaz de identificar a patologia, sem exames invasivos e de uma forma simples e reprodutível, com base num algoritmo e através de uma avaliação volumétrica da TAC.

Novembro foi o mês da sensibilização para o cancro do pulmão e de destaque a duas campanhas associadas à temática.

A campanha “Objetivo Igual, Desafio Diferente” contou com o apoio da farmacêutica AstraZeneca e recorreu a testemunhos de doentes, como forma de alerta. Destacando, em particular, a importância das terapêuticas individualizadas a como a iliteracia em relação à patologia pode atrasar o diagnóstico atempado.

A campanha “Gritar a Plenos Pulmões” levou à realizou de 54 mupis digitais, em Lisboa, Porto, Viseu e Figueira da Foz, procurando mobilizar os portugueses para a prevenção do cancro do pulmão. Lançada pela Bristol Myers Squibb (BMS) e pela Pulmonale, com o apoio da Infraestruturas de Portugal, teve como especial foco a sensibilização de fumadores, que representam 20% da população adulta Portuguesa.

No decorrer dos últimos 12 meses, a Pulmonale foi divulgando notícias e informação sobre as novas abordagens e tratamentos do cancro do pulmão. Para o efeito, recorreu, por várias vezes, a imagens e vídeos que alertavam para a importância da temática.

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